Infectologista explica sintomas gripais e dá orientações à população 11/01/2022 Fonte: Assessoria

O aumento nos casos de pessoas apresentando sintomas gripais, traz um sinal de alerta na população. É apenas gripe ou pode ser Covid-19? O que fazer? Como distinguir as duas doenças? Como nos proteger? Esses são os principais questionamentos que acabam surgindo. Por isto, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Sinop conversou com a médica infectologista Érica Moreira, que explicou, um pouco mais, sobre o assunto.

Confira, abaixo, o bate-papo:

ASSECOM: O que são esses casos de sintomas gripais?

Dra. Érica: Nós temos observado que tivemos um aumento dos casos gripais e, em alguns locais, foi identificada a presença da circulação do vírus H3N2, que causa a doença Influenza, que é mais comumente conhecida como gripe.

Essa gripe causa sintomas, como o próprio nome diz, sintomas gripais, como febre, dor no corpo, dor muscular que a gente chama de mialgia, bastante coriza, tosse, congestão nasal, e costuma durar em torno de uma semana, com possibilidade da persistência desses sintomas, principalmente respiratórios, em torno de até duas ou três semanas. Então, a pessoa passa geralmente um período inicial acamada até e, depois de dois ou três dias, já observa a resolução do quadro febril, já fica melhor, mas, ainda mantém sintomas respiratórios por vários dias.

 

ASSECOM: A Influenza pode ser considerada grave?

Dra. Érica:  De uma forma geral, na maioria dos casos, ela tem uma resolução espontânea, ou seja, vem e vai embora. Porém, existem pessoas que têm maior risco de agravamento pela presença de condições que a gente chama de risco. Então, são crianças que têm maior risco de formas graves, idosos, pessoas que já têm algum problema de saúde como cardiopatia, problemas renais, pneumopatias (que são doenças pulmonares) e problemas imunológicos, então, para essas pessoas que já têm algum problema de saúde, a gripe pode ser mais sintomática e pode vir com sintomas de maior gravidade.

 

ASSECOM:  É possível diferenciar Covid-19 de Influenza? Como?

Dra. Érica:  Tanto o SARS-CoV-2, que é o vírus causador da Covid, quanto o H3N2, que é o vírus causador da Influenza, constituem sintomas dentro do que a gente chama de síndrome gripal, então, clinicamente é impossível distinguir um do outro, realmente há necessidade de fazer exames complementares.

De uma forma geral nós observamos que, nas crianças, a Influenza costuma causar mais sintomas. Então, a criança fica mais prostrada, bem febril, com bastante sintomas respiratórios, coriza, congestão nasal, tosse, enquanto a Covid na criança costuma causar um quadro mais brando, com menos sintomas respiratórios e com outros sintomas que não são respiratórios, como diarréia, dor abdominal mas, ainda assim, como para essas doenças a resposta é muito individual, é impossível distinguir só clinicamente se, diante de um quadro gripal, a pessoa vai estar ou com Covid, ou com Influenza ou até mesmo com ambas as condições já que os dois vírus estão circulando.

 

ASSECOM: Qual melhor maneira de prevenir nestes casos?

Dra. Érica:  Referente a prevenção, a forma de transmissão delas é a mesma. É via respiratória. Então, desde medidas comportamentais, como o uso de máscara, distanciamento social, a higienização frequente das mãos com sabão ou com álcool em gel formulação 70% e, também, a vacinação, no caso disponível para Covid, e a vacinação para Influenza, também estão indicadas. Nós sabemos que atualmente o vírus circulante é a cepa Darwin, que não está contemplada na vacina do último ano (2021), no entanto, pela vacina ter a proteção contra a H3N2 garante-se um pouco proteção, o que a fala de proteção cruzada, então, é recomendada também a vacinação para Influenza.

 

ASSECOM: Apresentei sintomas, o que devo fazer?

Dra. Érica:  Repouso, hidratação, se for necessário entrar com intervenção medicamentosa, entrar com medicação para febre e para dor. Pode estar procurando as unidades de atendimento de quadro gripal. Se forem pessoas do grupo de risco, no caso crianças, pessoas idosas, pessoas com comorbidades, torna-se ainda mais relevante a necessidade do atendimento médico para definição da melhor conduta a cada caso, evitar a automedicação, seriam essas as medidas recomendadas.

 

ASSECOM: Qual é a recomendação que pode ser feita para a população neste momento?

Dra. Érica: Acredito que reforçar as medidas de proteção individual, evitar aglomerações, festividades. Nós sabemos que estamos em período de férias, descanso, mas, que esse período seja feito reservado, cada qual em seu lar, pensando não só individualmente mas, também, no coletivo, porque se muitas pessoas adoecem ao mesmo tempo, ainda que não se tenha uma gravidade tão grande, ainda assim, gera uma superlotação no sistema de saúde. Pessoas que realmente precisam passar por um atendimento tem uma dificuldade maior, então, é respeitar todas as medidas de prevenção e principalmente nesse período que está tendo maior circulação desses vírus, as pessoas ficarem mais em casa, mais tranquilas, e aguardarem o momento mais oportuno para festividades, comemorações.

 

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