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Credibilidade que informa
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Moraes determina apreensão de passaportes de Flávio Bolsonaro após derrota para Lula; pedido da PF foi apresentado sete minutos após resultado eleitoral

Ministro do STF proibiu o senador de deixar o Brasil após solicitação da Polícia Federal, que apontou risco de fuga em investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e proibiu sua saída do território nacional. A decisão foi tomada na noite de domingo (25), após a confirmação da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo e repercutidas pela Deutsche Welle, a Polícia Federal apresentou o pedido de restrição apenas sete minutos após a confirmação matemática da vitória de Lula. A medida foi posteriormente determinada por Moraes, no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro.

A decisão ganhou repercussão nacional pela proximidade temporal com o resultado eleitoral e pelas críticas feitas pelo senador, que questionou publicamente os fundamentos da determinação judicial.

Investigação da Polícia Federal motivou decisão

De acordo com informações divulgadas pela Agência Brasil, a determinação de Alexandre de Moraes está relacionada a uma investigação conduzida pela Polícia Federal envolvendo Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.

As apurações investigam suspeitas de lavagem de dinheiro e possíveis movimentações financeiras envolvendo empresas ligadas ao advogado.

Entre os elementos analisados pelos investigadores estão possíveis vínculos do senador com a empresa Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal.

Conforme informações divulgadas pela imprensa, a Polícia Federal identificou registros eletrônicos que indicariam a presença de Flávio Bolsonaro como usuário com privilégios administrativos em uma conta relacionada à empresa investigada.

A existência desses elementos integra a investigação e não representa, por si só, comprovação de participação em atividades criminosas.

A decisão judicial também considerou a possibilidade de o parlamentar deixar o Brasil, especialmente após declarações públicas de seu irmão, Eduardo Bolsonaro.

Declaração de Eduardo Bolsonaro foi considerada pela PF

Um dos pontos mencionados no pedido da Polícia Federal foi uma declaração de Eduardo Bolsonaro durante entrevista a um programa norte-americano.

Na ocasião, Eduardo defendeu que Flávio deveria deixar o Brasil caso fosse derrotado nas eleições presidenciais.

Segundo as informações divulgadas, os investigadores consideraram a declaração ao avaliar um possível risco de fuga do senador.

A medida cautelar determinada por Moraes incluiu a proibição de saída do território nacional, a entrega dos passaportes brasileiro e de outras nacionalidades e restrições de contato com o advogado investigado.

O processo tramita sob segredo de Justiça, o que limita o acesso público à íntegra dos fundamentos apresentados pelas autoridades.

Flávio Bolsonaro critica decisão e questiona momento da determinação

Na segunda-feira (26), Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo nas redes sociais relatando que havia sido intimado pela Polícia Federal após visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O senador confirmou ter recebido a determinação para entregar seus passaportes e afirmou que não pretendia deixar o Brasil.

Durante o pronunciamento, Flávio questionou a proximidade entre a decisão judicial e o resultado das eleições presidenciais.

O parlamentar também criticou o fato de a medida ter considerado uma declaração feita por seu irmão, argumentando que ele próprio não havia manifestado intenção de sair do país.

Flávio classificou a decisão como uma tentativa de intimidação e afirmou que pretende contestar judicialmente a medida.

Lula venceu eleição presidencial com mais de 64 milhões de votos

A determinação judicial ocorreu após um dos segundos turnos mais disputados da história recente do país.

Segundo os dados oficiais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente da República no domingo (25), conquistando 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos.

Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos, correspondentes a 48,21%.

A diferença entre os candidatos ultrapassou 4,4 milhões de votos.

Após a divulgação do resultado, Flávio Bolsonaro questionou a condução do processo eleitoral, especialmente a decisão judicial que prorrogou o horário de votação em determinadas circunstâncias.

Inicialmente, o senador anunciou que buscaria a anulação do pleito. Posteriormente, sua campanha desistiu de apresentar esse pedido específico, concentrando a atuação jurídica em outras contestações relacionadas à disputa eleitoral.

Decisão judicial amplia repercussão política após eleições

A determinação de Alexandre de Moraes provocou repercussão no cenário político nacional, especialmente por ter sido adotada poucas horas após a definição do resultado presidencial.

Embora a proximidade entre os acontecimentos tenha sido destacada pelo senador e por seus apoiadores, as informações disponíveis indicam que a medida foi solicitada pela Polícia Federal no contexto de uma investigação criminal em andamento.

A decisão não foi apresentada como consequência automática da derrota eleitoral, mas como uma medida cautelar fundamentada em suspeitas investigadas e na avaliação de possível risco de fuga.

Até esta terça-feira (27), o caso continuava gerando desdobramentos. Informações divulgadas pela imprensa apontavam que a Polícia Federal também buscava verificar relatos sobre uma possível saída de Flávio Bolsonaro do país. Aliados negaram a viagem, e autoridades argentinas informaram que o senador não estava na Argentina.

Como o procedimento tramita sob segredo de Justiça, novos esclarecimentos dependerão de manifestações oficiais das autoridades responsáveis e dos representantes legais dos envolvidos.

Fontes: Agência Brasil (26/10/2026); Deutsche Welle, repercutida pelo UOL (27/10/2026); O Globo, conforme apuração citada pela Deutsche Welle; Tribunal Superior Eleitoral (TSE); CNN Brasil (27/10/2026); UOL Notícias (26/10/2026).