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Polícia Civil identifica suspeito de administrar perfil de fofocas que expunha moradores de São Gabriel do Oeste

Homem de 35 anos, residente em Campo Grande, é investigado por publicações envolvendo boatos, comentários ofensivos e exposição da vida privada de moradores. Duas vítimas conseguiram medidas protetivas.

A Polícia Civil identificou um homem de 35 anos, morador de Campo Grande, suspeito de ser o responsável pela administração do perfil @babadosdesgoms, no Instagram. A página passou a ser investigada após denúncias relacionadas à divulgação de boatos, comentários ofensivos e informações sobre a vida particular de moradores de São Gabriel do Oeste.

O caso ganhou repercussão no município depois que publicações envolvendo nomes, relacionamentos e situações pessoais começaram a circular nas redes sociais. Embora o perfil tenha sido retirado do ar, capturas de tela das postagens continuaram sendo compartilhadas em grupos de WhatsApp.

De acordo com o delegado Luis Fernando Domingos Mesquita, em entrevista ao portal Idest, diversas pessoas procuraram a Polícia Civil para registrar ocorrências, relatando constrangimentos e prejuízos decorrentes das publicações.

Perfil teria sido criado inicialmente para atingir duas pessoas

Conforme as informações levantadas durante a investigação, a página teria sido criada, inicialmente, com o objetivo de atingir duas pessoas específicas. Entretanto, ao longo do tempo, o perfil passou a receber informações relacionadas a outros moradores da cidade, ampliando o número de pessoas expostas.

As publicações incluíam comentários sobre relacionamentos, identificação de pessoas e relatos envolvendo situações particulares, provocando repercussão entre os moradores.

A Polícia Civil passou a investigar a origem das postagens e a possível responsabilidade pela divulgação dos conteúdos após receber denúncias das pessoas que se consideraram prejudicadas.

Investigação utilizou dados digitais para identificar suspeito

O trabalho investigativo envolveu a análise de informações cadastrais, endereços de IP e números de telefone associados ao perfil.

A partir do cruzamento desses dados, os investigadores conseguiram identificar um homem de 35 anos, residente na capital sul-mato-grossense, apontado como suspeito de administrar a página.

Apesar da identificação, a investigação permanece em andamento, e a eventual responsabilidade criminal do homem ainda deverá ser esclarecida.

Duas vítimas conseguiram medidas protetivas

Segundo o delegado, as duas pessoas que teriam sido os alvos iniciais das publicações obtiveram medidas protetivas em razão dos episódios investigados.

Os casos envolveram relatos de violência psicológica, relacionados à exposição pública e aos transtornos provocados pela divulgação de informações pessoais.

Em relação às demais pessoas que procuraram a delegacia, foram registrados Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) para apuração de possíveis crimes de difamação.

A investigação busca esclarecer as circunstâncias em que as publicações foram realizadas, a origem das informações divulgadas e a eventual participação de outras pessoas no fornecimento de conteúdos à página.

Polícia Civil segue investigando o caso

A Polícia Civil instaurou inquérito para aprofundar as apurações. O homem identificado ainda deverá ser ouvido pelos investigadores para apresentar sua versão sobre os fatos.

As autoridades também deverão analisar os elementos reunidos durante a investigação para determinar a existência de eventuais infrações penais e as responsabilidades envolvidas.

O episódio chama a atenção para os limites da exposição de informações pessoais nas redes sociais. A utilização de perfis anônimos não impede a investigação de possíveis crimes contra a honra e outras violações previstas na legislação brasileira.

Até a conclusão das investigações, o homem identificado permanece na condição de suspeito, sendo preservado seu direito à ampla defesa e à presunção de inocência.

Fonte: Portal Idest — entrevista com o delegado Luis Fernando Domingos Mesquita e informações atribuídas à Polícia Civil.